Moradores se organizam contra aumento de 28% no aluguel de prédios antigos
Assembleia de condomínio reúne 80 famílias e discute ação coletiva.
Quatro prédios antigos da Rua da Conceição receberam carta de reajuste de aluguel de 28% neste mês. O valor é mais que o dobro da inflação acumulada no período, segundo o índice consultado pelos moradores.
Dona Eulália Mendes, 67, que vive há 22 anos no mesmo apartamento, conta que o valor passaria de R$ 850 para R$ 1.090. “Não dá. Tenho que escolher entre remédio e moradia”, diz.
Na terça à noite, 80 famílias se reuniram na sede da associação de moradores. A assembleia decidiu procurar a Defensoria Pública e avaliar ação coletiva.
O advogado voluntário que acompanha o caso explica que reajuste acima do IGP-M ou do IPCA, sem previsão expressa no contrato, pode ser discutido na Justiça. Cada caso precisa ser analisado separadamente.
A coordenadora da associação, Júlia Bastos, diz que o movimento não é contra o proprietário, mas contra o desequilíbrio. “Moradia não pode virar especulação”, resume.
A próxima reunião será na quinta, 16 de julho, às 19h30, na sede da associação. A entrada é livre e aberta a qualquer morador do bairro.